COMO MONTAR UMA DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS

 

Diretamente do SEBRAE, ótimas dicas para quem quer assim como nós montar a sua própria distribuidora de bebidas.

Temas abordados.

1. Mercado

13. Custos

2. Localização

14. Diversificação/Agregação de Valor

3. Exigências Legais e Específicas

15. Divulgação

4. Estrutura

16. Informações Fiscais e Tributárias

5. Pessoal

17. Eventos

6. Equipamentos

18. Entidades em Geral

7. Matéria Prima/Mercadoria

19. Normas Técnicas

8. Organização do Processo Produtivo

20. Glossário

9. Automação

21. Dicas de Negócio

10. Canais de Distribuição

22. Características

11. Investimento

23. Bibliografia

12. Capital de Giro

24. URL

 

Apresentação
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?O processo produtivo básico de uma indústria de bebidas envolve a fabricação, o engarrafamento e a distribuição do produto. No caso de um país de dimensões continentais como é o Brasil, a localização espacial das plantas industriais próximas ao mercado consumidor e a constituição de redes de distribuição com capacidade para alcançar as mais distantes localidades e enfrentar as limitações de trânsito de veículos dos centros urbanos, são variáveis importantes e cruciais para a estratégia das grandes empresas de bebidas. Outra peculiaridade marcante do setor é sua forte dependência do crescimento da renda da população, uma vez que o fator preço ainda é o principal determinante do consumo nesse mercado. Assim, mesmo que as empresas invistam em qualidade e fixação de marca, a competição é fortemente determinada pelo preço do produto final ao consumidor, o que torna o custo do frete um componente importante neste processo. Na busca da otimização da distribuição física de seus produtos as “engarrafadoras” investem na formação de redes de distribuição e na organização logística de suas operações, através da implementação de centros de distribuição próprios e terceirizados, espalhados por áreas estratégicas e com potencial de consumo. Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.


1. Mercado
Em 2007, o mercado brasileiro de cerveja movimentou 10,3 bilhões de litros. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, em todo o mundo, o país só perde em volume para a China, com 35 bilhões de litros por ano; para os Estados Unidos, com 23,6 bilhões de litros/ano e para a Alemanha, com 10,7 bilhões de litros/ano. O aumento de consumo propiciou o lançamento de novas marcas, além da entrada da Femsa no mercado nacional com a aquisição da Kaiser. A empresa mexicana trouxe ao país também a marca Sol, que pretende disputar consumidores com a líder Skol, da AmBev. O mercado brasileiro é formado por uma população jovem e de baixo poder aquisitivo, sendo as classes C e D e E responsáveis por 77% das vendas totais. O Estado de São Paulo responde por aproximadamente 40% desse mercado. Embora ainda recente, a nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito brasileiro, deve provocar uma mudança de hábitos da população. Especialistas acreditam que a chamada “Lei Seca”, que proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos, irá trazer modificações em relação ao comportamento do consumidor, modificações estas que podem ter reflexos no processo de distribuição de bebidas alcoólicas, afetando atacadistas e varejistas do produto. O setor gera 37 mil empregos diretos, além de outros 100 mil indiretos. Hoje, existem 42 fábricas espalhadas por todo o país, configurando um parque industrial que, por vir realizando investimentos em expansão e modernização cada vez mais intensos, desfruta de elevado prestígio internacional. Quando se fala em consumo nacional de bebidas, a cerveja está em segundo lugar no ranking, perdendo apenas para os refrigerantes. Dados da ABIR, Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes revelam que o mercado de refrigerantes é o mais desenvolvido também em relação às bebidas não alcoólicas,. Segundo a entidade, embora com consumo per capita ainda baixo, cerca de 70 litros ano, a venda de refrigerantes atingiu volumes superiores a 12 bilhões de litros e um faturamento próximo dos 7 bilhões de reais em 2006, consolidado o Brasil como o 3º maior mercado do produto, atrás de EUA e México. Nos últimos anos este mercado tem observado o aumentou da concorrência por parte de bebidas não gaseificadas como águas minerais, sucos, chás, mates, isotônicos e bebidas energéticas.


2. Localização
A localização ideal é aquela com boa concentração de pessoas, que disponha de espaço físico para estoque / depósito e possibilite uma boa logística com representantes ou concessionários dos fabricantes de bebidas. O empreendedor precisará analisar os imóveis disponíveis, o poder aquisitivo da população local, o número de concorrentes e a qualidade dos produtos oferecidos por eles. Os consumidores de cerveja, refrigerantes e bebidas em geral são encontrados em todas as regiões do país, caracterizando o público consumidor como bastante abrangente. Definir o alvo é importantíssimo para o empreendimento. Conhecer a faixa etária, hábitos alimentares, preferências de bebidas e faixas salariais são alguns dos itens necessários para esta definição. Sem dúvida alguma, a diferenciação é conseguida pela qualidade e variedade dos produtos comercializados e pelo atendimento aos clientes. Antes de se definir pelo local o empreendedor deve ainda atentar para as características do imóvel em questão. Dentre os aspectos de infra-estrutura devem ser observados aspectos como disponibilidade de água, gás, rede de esgoto, energia, vias de transporte e exposição (visibilidade), além claro, do custo. A localização e a estrutura do imóvel deverão estar de acordo com as normas de higiene e limpeza da Vigilância sanitária e com o PDU do município, para maiores informações o empreendedor deve consultar a prefeitura de sua cidade, visto que o Plano Diretor Urbano é, segundo a Lei Federal 10.257, obrigatório para todos os municípios brasileiros com mais de 20.000 habitantes.


3. Exigências Legais e Específicas
Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente - em seu art. 81, proíbe, expressamente, a venda de bebida alcoólica à criança e ao adolescente. Em junho de 2008, foi publicada a Lei Federal nº. 11.705, que proíbe, na faixa de domínio de rodovia federal ou em terrenos contíguos à faixa de domínio com acesso direto à rodovia, à venda varejista ou o oferecimento de bebidas alcoólicas para consumo no local, o que impede que uma Distribuidora de Bebidas seja instalada próxima a uma rodovia federal. Lei nº. 9.294, de 2 de julho de 1996. Dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumigantes, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4º do art. 220 da Constituição Federal.. Código de Defesa do Consumidor (CDC), Instituído pela Lei nº. 8.078, em 11 de setembro de 1990, com o objetivo de regular a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca do reequilíbrio na relação entre consumidor e fornecedor. As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo CDC.


4. Estrutura
A estrutura básica de uma Distribuidora de Bebidas pode ser dividida em: Área de Atendimento e Vendas; Escritório; Depósito / Estoque de produtos; Banheiros e Vestiários.


5. Pessoal
A operação de uma Distribuidora de bebidas requer pessoas responsáveis pelo exercício das seguintes atividades: Gerência-geral; Gestão comercial - envolve o planejamento e execução da política de vendas e coordenação da equipe de vendedores; Gestão financeira - inclui a preparação dos relatórios gerenciais, contábeis, relacionamentos com bancos, contador, gestão de RH, TI etc.; Gestão operacional e logística – Compreende a administração do estoque, salvaguarda dos produtos armazenados, entregas (motorista); e Serviços gerais.


6. Equipamentos
Os equipamentos básicos para a instalação de uma Distribuidora de Bebidas são: Balcões de atendimento; Calculadoras; Carrinho para transporte de carga; Carrinhos manuais; Computador e software para controle de estoque (vendas, entrada, saída e giro do produto, cadastro de clientes, faturamento, etc.); Impressora fiscal para emissão de Notas Fiscais; Empilhadeiras; Engradados; Freezer e geladeiras; Impressora de escritório; Material de expediente; Pallets de armazenagem; Telefone e fax; Veículo de carga para fazer entregas.


7. Matéria Prima/Mercadoria
A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for à frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. Bebidas alcoólicas e não alcoólicas, onde o grupo de bebida não alcoólica é formado por refrigerantes, cerveja sem álcool, sucos, águas minerais, isotônicos e energéticos, e as alcoólicas por cervejas, chopp, vodca, cachaça e outras.


8. Organização do Processo Produtivo
Dentre os principais processos associados operações de um negócio de distribuição de bebidas destacam-se: A administração financeira, vendas, distribuição, gestão do estoque e armazenagem.


9. Automação
Por meio de automação podem ser controladas várias atividades da distribuidora, como controle de estoque, caixa, cadastro de clientes, dentre outras. A automação melhora o dinamismo dos serviços oferecidos, reduzindo filas, tempo de espera, agilizando a emissão de notas fiscais, dentre outros benefícios. Existem muitas opções de software e equipamentos que possibilitam essa facilidade: caixas eletrônicas isoladas ou integradas, impressoras para preenchimento automático de cheques, impressoras de notas fiscais nos caixas, código de barras nos produtos, banco de dados sobre cada produto ou serviço e cadastro de clientes. Investigue de que forma a adoção de um sistema informatizado dessa natureza pode ser capaz de agregar valor ao seu negócio e incrementar seus lucros.


10. Canais de Distribuição
No ciclo produtivo do setor de bebidas as distribuidoras representam o elo final da cadeia e um dos principais canais de distribuição utilizados pelos fabricantes do setor. Como forma de capilarizar a atuação no seu território e maximizar suas vendas, as distribuidoras utilizam principalmente equipes de vendedores, externos, telemarketing e a entrega em domicílio.


11. Investimento
O investimento necessário a constituição de uma distribuidora de bebidas irá variar com o porte do empreendimento, instalações físicas e o volume em litros de bebidas comercializadas (estoque de produtos para revenda). Ainda que seja difícil estabelecer valores de referência para constituição de uma distribuidora de bebidas, estima-se que o investimento mínimo para uma empresa com este objetivo seja superior a R$ 200 Mil.


12. Capital de Giro
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão. Considerando-se que a obtenção de crédito junto a fornecedores, requer um relacionamento com bom histórico de crédito, difícil de ser comprovado pelos empreendedores que ingressam no segmento, estimamos a necessidade de capital de giro necessária em 20% do investimento inicial.


13. Custos
São todos os recursos despendidos na aquisição de um produto para revenda ou consumidos na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço de venda do serviço ou produto acabado. No caso da Distribuidora de Bebidas, os elementos de custos mais significativos são os relacionados abaixo, que irão variar em função do ambiente mercadológico em que a empresa esta instalada e, principalmente, pelo volume negociado: 1. Custo de aquisição dos produtos para revenda 2. Tributos, impostos, contribuições e taxas; 3. Salários, comissões e encargos; 4. Aluguel, taxa de condomínio, segurança; 5. Água, luz, telefone e acesso à internet; 6. Despesas com armazenamento e transporte. 7. Serviços de limpeza, higiene, manutenção e segurança; 8. Assessoria contábil; 9. Propaganda e publicidade da empresa; É importante, desde o início do empreendimento, atentar para possíveis desperdícios e exercer posições firmes nas negociações do preço de compra junto aos fornecedores sem comprometer a disponibilidade e variedade de produtos. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso. O empreendedor deve encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.


14. Diversificação/Agregação de Valor
Oferecer o aluguel de mesas, cadeiras, congeladores e caixas térmicas pode ser uma alternativa para incrementar o negócio. Avalie a possibilidade de oferecer também artigos para churrasco, gelo, cigarro, etc. Alguns estabelecimentos vendem também alguns artigos de vendas por impulso tais como: balas, isqueiros, doces, etc.


15. Divulgação
Dentre outras restrições a Lei nº. 9.294, de 2 de julho de 1996, impõe limitações e condições especiais à propaganda de bebidas alcoólicas. Segundo o Art. 3o da Lei 9.294, a propaganda comercial de bebidas alcoólicas só poderá ser efetuada através de pôsteres, painéis e cartazes, na parte interna dos locais de venda. Algumas outras restrições estabelecidas neste mesmo artigo são: não sugerir o consumo exagerado ou irresponsável, nem a indução ao bem-estar ou saúde, ou fazer associação a celebrações cívicas ou religiosas; não induzir as pessoas ao consumo, atribuindo aos produtos propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga ou a tensão, ou qualquer efeito similar; não empregar imperativos que induzam diretamente ao consumo; Embora a referida Lei estabeleça proibições a indução do consumo do produto ela não impede a propaganda institucional do ponto de venda. Em geral distribuidoras e atacadistas utilizam na divulgação de estabelecimentos ferramentas tais como o emprego de equipes de vendedores externos e a propaganda institucional do ponto de venda, com o apoio de catálogos, folders, brindes e anúncios em rádios e mídia impressa com o objetivo de atingir o consumidor final e pequenos varejistas.


16. Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4635-4/03 como atividade de exploração de comércio atacadista de cerveja, chope e refrigerante, outras bebidas alcoólicas (vinhos, cachaças, bebidas destiladas, etc.) e não alcoólicas com atividade de engarrafamento associada, não poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, por se enquadrar como atividade vedada na Lei Compl. 123/2006, consolidada pela RCGSN 94/2011.
Neste segmento temos as seguintes opções tributárias:
Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas à apuração pelo Lucro Real. Nesse regime, a apuração do imposto de Renda e da Contribuição Social é feita trimestralmente.
A base de cálculo para determinação do valor presumido para o IRPJ é de 8% e para a CSLL é de 12%, sobre a receita bruta, para a atividade de escritório de consultoria. Sobre o resultado da base de calculo (Receita Bruta x 32%), aplica-se as alíquotas de:
IRPJ - 15%, para determinação do IRPJ. Poderá haver um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00, no mês, ou R$ 60.000,00, no trimestre, uma vez que o imposto é apurado trimestralmente;
CSLL - 9%, para determinação da CSLL. Não há adicional de imposto.
Ainda incidem sobre a receita bruta os seguintes impostos, que são apurados mensalmente:
PIS - 0,65% - sobre a receita bruta total;
COFINS – 3% - sobre a receita bruta total.
Lucro Real: É o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas em nossa legislação tributária. Este sistema é o mais complexo, que deverá ser muito bem avaliado por um contador, quanto a sua aplicação neste segmento. As alíquotas para este tipo de tributação são:
IRPJ - 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido). Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00, multiplicado pelo número de meses do período. O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou com opção do Lucro estimado mensalmente e apuração anual;
CSLL - 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;
PIS - 1,65% - sobre a receita bruta total, compensável;
COFINS - 7,65% - sobre a receita bruta total, compensável.
Neste caso o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) é não cumulativo, sendo permitido o aproveitamento do crédito no mesmo percentual, nas aquisições dos produtos.

Incidem também os impostos estaduais, como: ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) será devido conforme legislação vigente em cada estado.
Fundamentos Legais: Leis 9249/1995 (com as alterações posteriores).


17. Eventos
EQUIPOTEL Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Hotéis, Motéis, Flats, Restaurantes, Fast-Food, Bares e Similares. Promoção: Equipotel Feiras, Edições e Promoções Ltda. Endereço: Rua Afonso Celso, 797 – Vila Mariana – São Paulo – SP. Telefone: (11) 5574-5166 Fax: (11) 5549-5043 Site: www.equipotel.com.br E-mail:feiras@equipotel.com.br / faleconosco@equipotel.com.br FISPAL FOOD SERVICE Organização: Brazil Trade Shows Partners R. Funchal, 418 - 23º andar 04551-060 - Vila Olímpia - São Paulo- SP T (11) 3234-7725 - F (11) 3234-7700 fispal.sp@fispal.com Central de Relacionamento: 11 4003 - 3004 FISPAL TECNOLOGIA Feira Internacional para o Desenvolvimento das Indústrias de Alimentos e Bebidas. Promoção: Fispal Feiras e Produtos Comerciais Ltda. Endereço: Rua Funchal, 418 – 23º andar – Vila Olímpica – São Paulo – SP. Cep: 04551-060 Telefone: (11) 5694-2666 Fax: (11) 3234-7700 Site: www.fispal.com E-mail: fispal@fispal.com / telemarketing@fispal.com FÓRUM NACIONAL DE GESTÃO DE COMPRAS E SUPRIMENTOS. Organização: Inbrasc - Instituto Brasileiro de Supply Chain Av. Dr. Cardoso de Melo, 1340 - Cj. 11 - Sala 01 Vila Olímpia - CEP: 04548-004 São Paulo, SP (11) 3044-4676 TECNOBEBIDA - Feira Internacional de Soluções e Tecnologia para a Indústria de Bebidas da América Latina. Organização: Nielsen Business Media Contato: Ana Beatriz Elia Fone: +55 (11) 4613-2019 Fax: +55 (11) 4613-2031 E-mail: ana.elia@nielsen.com


18. Entidades em Geral
AMBEV – Companhia de Bebidas das Américas http://www.ambev.com.br ABINAM – Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais http://www.abinam.com.br ABIR - Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas Praça Floriano 19 / 24º andar - Cinelândia - Cep: 20031-050 Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2217-5400 www.abir.org.br ABIPET- Associação Brasileira da Indústria do PET Endereço: R. Joaquim Floriano 72 cj. 85 Itaim Bibi - São Paulo - SP - CEP 04534-000 Fone: (11) 3078-1688 Fax: (11) 3078-1688 informapet@abipet.org.br http://www.abipet.org.br CONFENAR – Confederação Nacional das Revendas AMBEV e das Empresas de Logística e Distribuição. Rua Guararapes, 1855 - 6º andar Brooklin Novo - São Paulo - SP Telefone: (11) 5505-2521 e-mail confenar@confenar.com.br SCHINCARIOL SAS – Serviço de Atendimento Schincariol: 0800771 0123 http://www.schincariol.com.br.


19. Normas Técnicas
As normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio. Não


20. Glossário
Bottle to Bottle - Tecnologia que transforma garrafas PET em embalagens novas, prontas para consumo. Carboidratos - Compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio, tais como os açúcares, o amido e a celulose, essenciais para o metabolismo energético. Coleta Seletiva - alternativa ecologicamente correta que desvia resíduos sólidos que poderiam ser reciclados do destino em aterros sanitários ou lixões. Corante - Substância que dá cor, quando misturada a outras substâncias. Utilizada na indústria alimentícia, é um dos ingredientes do refrigerante. Energético - Suplemento nutricional que age como estimulante. A bebida possui em sua composição cafeína - cada lata tem concentração semelhante a de uma dose de café -, taurina, um aminoácido presente no corpo humano, glucoronolactona, substância formada a partir da glicose que auxilia nos processos de eliminação de toxinas; vitaminas e carboidratos. Isotônico - Suplemento nutricional que repõe rapidamente os líquidos e sais minerais perdidos durante a prática de atividade física. A bebida fornece ainda carboidratos, que servem de energia para os músculos durante o exercício, e sódio e potássio, fundamentais para o equilíbrio do corpo. Medidores de Vazão - Sistema específico para linhas de produção, que permite auditoria da Receita Federal. Tem como principais funções registrar as medições de vazão, de condutividade elétrica e de temperatura dos líquidos que alimentam uma enchedora. PET - é um poliéster, polímero termoplástico. o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens. proporciona alta resistência mecânica (impacto) e química, além de ter excelente barreira para gases e odores. Post Mix - Máquinas que chegaram ao Brasil em 1970 que mudaram os hábitos dos consumidores. Através da post mix, o refrigerante chegou mais perto de seus consumidores e passou a ser encontrado em lanchonetes, cinemas, clubes, shopping centers, estádios esportivos e outros milhares de pontos de compra. Refrigerante - bebida industrializada, não alcoólica, carbonatada, adicionada de aromas, com alto poder refrescante. É encontrada nos sabores cola, guaraná, laranja, limão, uva, framboesa, canela, entre outros. O Brasil é o terceiro maior produtor de refrigerante do mundo, mas o consumo per capita do país ainda é pequeno: 65 litros ao ano. Reciclagem - Conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. É o resultado de atividades, pelas quais materiais que se tornariam lixo são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria- prima na manufatura de novos produtos. Tubaína - Tubaína é uma marca de refrigerante regional pertencente a Ferráspari Ltda. Empresa criada em 1932 na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Tendo sabor similar ao tutti-frutti, seu processo de industrialização iniciou-se de forma artesanal, sendo, naquela época, envasado em garrafas escuras de cerveja (as tubaínas) e vendido no comércio local e cidades vizinhas. A receptividade dos consumidores foi tão boa que a denominação caiu no gosto popular, nas décadas de 50 e 60, passando o termo "tubaína" a ser empregado como sinônimo de refrigerante regional e local pelo interior do Brasil. Hoje, a empresa detentora da marca permite o uso e alusão à mesma sob licença. Fonte: Wikpédia, a enciclopédia livre. Vending Machines - Máquinas de venda automática de bebidas não alcoólicas. A primeira instalada no Brasil foi em 1992, com sistema de fichas. Fonte: ABIR. Disponível em http://www.ab ir.org.br/rubrique.php3?Id_rubrique=99. Acesso em 04/08/2008. Outros Termos Utilizados pelo Setor Distribuição “direta” – A Distribuição Direta a partir da indústria ocorre com produtos de alto custo adicionado, sobretudo se os volumes são elevados e há proximidade com o varejo. O alto custo adicionado também pode inibir intermediários interessados em manter estoques, levando a indústria à Distribuição Direta ao consumidor final. Distribuição “escalonada” - Tipo de distribuição utilizada pela indústria que implica maiores níveis de estoque na fábrica, sendo preferível quando os produtos são de baixo custo adicionado e existe a possibilidade de consolidar o transporte entre a indústria e o centro de distribuição. A distribuição escalonada permite que o varejo opere com menos estoque, resultado de entregas mais frequentes a partir do centro de distribuição. Além disso, um melhor balanceamento entre sobras e faltas pode decorrer da revisão, sempre que necessário, das quantidades solicitadas ao centro de distribuição. Produção “empurrada” - A Produção Empurrada corresponde à antecipação no tempo da demanda futura feita pela indústria, a partir de programações elaboradas com base em previsões de vendas. Produção “puxada” - Frequentemente associada ao JIT (Just in Time). É o tipo de produção em que a fábrica reage à demanda. A Produção Puxada, por definição, necessita de um consumo estável ao longo do tempo para que não haja interrupção das operações e falta de produto acabado em estoque na indústria. A cadeia de distribuição de bebidas pode ser dividida em cinco diferentes fases: produção, armazenagem na unidade produtora, transporte da unidade produtora ao centro de distribuição, armazenagem no centro e distribuição aos clientes (realizada pelas Distribuidoras, bares, supermercados, etc.).


21. Dicas de Negócio
Para que possa contar sempre com novidades o distribuidor deve manter um cadastro detalhado de fornecedores e manter um bom relacionamento com estes. A importância do relacionamento com fornecedores assume papel importante neste negócio, visto que além de disponibilizar o produto, irão analisar seu potencial de venda e histórico de crédito, para possíveis concessões de prazos, descontos, disponibilização de materiais promocionais, participação em campanhas, etc. Avalie a viabilidade de contratos de exclusividade com fornecedores. Há distribuidores que fazem acordos com fornecedores de determinadas marcas para obter melhores preços e prazos. Este procedimento traz inúmeras vantagens mas precisa ser bem avaliado. O layout interno do estabelecimento e a disposição do estoque podem ajudar a alavancar as vendas do empreendimento. Por isso estes elementos precisam ser pensados adequadamente para valorizar os produtos e atrair os clientes. Estabelecer preços diferenciados para produtos gelados é comum neste mercado. O serviço de entrega em domicílio pode ser um bom diferencial de marketing, desde que bem organizado. Avalie os estoques, constantemente, para verificar mercadorias “encalhadas” e tomar atitudes eficientes em tempo hábil.


22. Características
Dentre as principais características necessárias ao empreendedor do segmento destacamos: Conhecimento do ramo de distribuição de bebidas, seus produtos e clientes com habilidades para descobrir nichos ou segmentos de mercado, oferecer atendimento personalizado, serviços, preços e condições diferenciadas; Capacidade de manter-se atualizado em relação aos lançamentos dos fabricantes; Habilidades de negociação e de relacionamento com os públicos consumidores e pequenos comerciantes varejistas; Conhecimentos de gestão e habilidades para liderar equipes, recrutando, treinando, orientando e motivando sua equipe; Conhecimentos de gestão de estoques, atentando para sazonalidades típicas deste mercado e mantendo níveis suficientes, para suprir suas necessidades e promover a pronta entrega; Conhecimentos para responder pelos registros contábeis do negócio e saúde financeira do empreendimento, mantendo um histórico de crédito positivo junto aos fornecedores.


23. Bibliografia
DA ROSA Sergio Eduardo Silveira, COSENZA José Paulo, LEÃO Luciana Teixeira de Souza. PANORAMA DO SETOR DE BEBIDAS NO BRASIL, BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 23, p. 101-150, mar. 2006. DISTRIBUIDORA de bebidas. Vitória: SEBRAE/ES, 1994. 8p. (Perfil de oportunidades de investimento). PANORAMA DO SETOR DE REFRIGERANTES E BEBIDAS NÃO ALOCOOLICAS NO BRASIL. ABIR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE REFRIGERANTE. 2007. Apresentação 149p. Disponível em http://www.abir.org.br /IMG/pdf/doc-165.pdf. Acesso em 12 de julho de 2008. PONTO DE PARTIDA PARA INÍCIO DE NEGÓCIO: Distribuidora de bebidas. SEBRAE/MG, 2007. 70p. PRIMEIRO PASSO – PLANEJAMENTO EMPRESARIAL: DISTRIBUIDORA de bebidas. Rio de Janeiro: SEBRAE/RJ, 2007. 18p.


24. URL
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-uma-distribuidora-de-bebidas

 

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